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quarta-feira, 8 de julho de 2020

Empresários discutem desafios da indústria baiana pós-pandemia

Os principais desafios para o desenvolvimento do setor industrial da Bahia no período pós-pandemia foram discutidos, nesta terça-feira (07), em live promovida pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), no canal da entidade no Youtube (youtube.com/SistemaFIEB). A iniciativa faz parte da série Diálogos FIEB, que desde abril discute temas relevantes para a indústria.

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Mediada pelo presidente da entidade, Ricardo Alban, a live tve como convidados o CEO da Ecosmetics e doutor em ciências econômicas, Edson Borgo; o presidente do Sindicato das Indústrias de Informática e Eletrônica de Ilhéus e Itabuna (Sinec) e diretor industrial da Daten Tecnologia, Sílvio Comin; o conselheiro da FIEB, André Regis, que presidiu o Centro Industrial de Feira de Santana no período de 2009 a 2019; o diretor do Centro das Indústrias do Estado da Bahia (CIEB) na região Oeste e administrador Kero Mais Alimentos, Benedito Ribeiro; e o presidente do Grupo Chiacchio, Jorge Chiacchio.

No “encontro” virtual, os participantes falaram sobre problemas antigos, principalmente a lentidão de obras de infraestrutura fundamentais para agilizar a remessa e o recebimento de produtos, o peso da carga tributária sobre a indústria e o chamado custo Brasil.

De acordo com Sílvio Comin, Ilhéus e Itabuna aguardam a implantação de um aeroporto alfandegado, a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna, para fazer ligação com a BA 415, e o Porto Sul. Ainda assim, a região vinha crescendo, afirma, mas foi atingida pela crise do Cvid-19: “Se não fosse a pandemia, nossa expectativa era de crescimento, que já vinha acontecendo”.

Já a região Oeste sofre com a falta de redes de distribuição de energia, como pontuou Benedito Ribeiro. “Tenho conhecimento de duas indústrias já instaladas que ainda não começaram a funcionar por falta de energia elétrica”, assegurou. Sobre a queixa, o presidente da FIEB disse ter conhecimento de que o assunto está em processo de solução, mas que a Federação vai acompanhar a questão.

André Regis citou projetos de logística anunciados, mas que ainda não saíram do papel, como o CIS Norte e o Intercity, trem de cargas e passageiros que ligaria Salvador a eira de Santana. “Alguns trabalhos foram divulgados, mas ainda precisa de mais empenho para que estes aconteçam. São projetos muito interessantes, modernos, e trariam muitos benefícios”, lamentou.

Alban endossou acrescentando que todos estes problemas também são reflexo da falta de uma política específica para o setor produtivo. “A última vez que tivemos uma política industrial foi com os militares, isso é um fato. E precisamos fazer isso no Brasil, nas regiões e na Bahia”, criticou.

O empresário Edson Borgo afirmou que há muitos países interessados nos produtos brasileiros e baianos, mas que a falta de informações, a burocracia e os custos inviabilizam a iniciativa para muitos industriais locais.  “Falta articulação geral, com uma série de empecilhos”, reclamou. O presidente da FIEB sugeriu que a entidade promova uma live sobre exportações para estimular, principalmente, os pequenos e médios empresários, trazendo informações

Jorge Chiacchio elogiou a implantação da unidade integrada do Sistema Indústria em Vitória da Conquista, principalmente para o avanço na capacitação de mão de obra. Ricardo Alban garantiu que a FIEB e as entidades que compõem o Sistema Indústria estão em diálogo permanente com as regiões para atender as demandas dos empresários no que for possível.