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terça-feira, 31 de março de 2020

Mais de 60 mil peças de vestuário para hospitais são produzidas pelo setor de confecção da Bahia

Seis mil itens, entre lençóis, toalhas, camisolas e vestimentas para médicos e enfermeiros serão entregues até o fim da semana.

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Peças sendo produzidas no Condomínio Têxtil da Bahia. Foto: Divulgação.

Os hospitais da rede pública de saúde do estado começam a receber, a partir desta quinta-feira (3), 2,5 mil conjuntos de roupas para médicos e enfermeiros e 3,5 mil camisolas para pacientes. As peças de vestuário estão sendo produzidas por empresários baianos do setor de confecções. A ação é fruto da parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), o Sindicato da Indústria de Vestuário e Artefatos de Joalheria e Bijuteria do Estado da Bahia (Sindvest), e o Condomínio Bahia Têxtil, firmada na última sexta-feira (27).

A iniciativa vai ajudar a suprir a demanda por enxovais hospitalares, que aumentou com expansão da rede de atendimento em saúde, em função do enfrentamento ao coronavírus. Por outro lado, a medida contribui para manter 25 empresas participantes em atividade. “A parceria tem duas vantagens: atende aos nossos hospitais nesta hora de alta demanda, garantindo empresas produzindo com quase mil funcionários trabalhando”, afirma Paulo Guimarães, superintendente de Atração de Investimentos da SDE.

A parceria prevê a confecção de 61 mil itens de vestuário, sendo 7,2 mil lençóis, 7 mil camisolas, 40 mil roupas privativas, compostas por calça tipo pijama e camisa, e 7,2 mil toalhas de banho, de uso hospitalar. Mas já há um pedido extra de mais 8 mil peças. “Com a nova realidade imposta pela pandemia, os pedidos normais de vestuário foram suspensos. Com a parceria, é possível adaptar e continuar parte da produção, mantendo a economia baiana ativa. Além disso, ajudarmos a sociedade”, explica Marco Aurélio Vitória, sub síndico do Condomínio Bahia Têxtil e conselheiro do Sindvest.

Máscaras – As novas demandas e a crise forçam a indústria a se reiventar. O presidente do Sindvest, Hari Hartmann, conta que máscaras em poliéster dry (microfibra) já começaram a ser produzidas no Condomínio Bahia Têxtil. Com a vantagem de poderem ser lavadas e reutilizadas, elas não são materiais de uso para profissionais de saúde, que atuam nos hospitais e postos, mas servem de proteção para todos os profissionais que estão em serviços essenciais, como motoristas e cobradores de coletivos, seguranças, guardas, porteiros, entre outros.

“A grande procura está levando as pessoas a comprar material que poderia ser usado por médicos e enfermeiros. Esta máscara que estamos produzindo é voltada para o cidadão que não está na linha de frente, nas clínicas e hospitais, mas quer se proteger. Além disso, é um produto ecologicamente correto, pois é reutilizável”, explica Hartmann.