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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Transformação da Indústria gráfica é discutida em seminário

O futuro da indústria gráfica está na identificação de desperdícios, diferentes demandas com foco no que tem relevância para o cliente, impressão das coisas e mudança nos modelos de negócios. A avaliação é do consultor Hamilton Costa, um dos convidados do XVIII Seminário da Indústria Gráfica, realizado nesta quarta-feira (27), no SENAI CIMATEC, em Salvador.

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Debate sobre fututo do setor integrou a programação do evento. Fotos Fábio Menezes/Coperphoto/Sistema FIEB. 

“A integração de novas tecnologias e o crescimento da demanda por impressões em embalagens, por exemplo, estão fazendo os negócios mudarem. É preciso se reinventar neste cenário de mudanças”, afirmou o consultor, que também é autor do livro “Gráfica: Uma Indústria em Transformação”.

As mudanças, no entanto, não geram impacto na simples (e onerosa) substituição de maquinário. As máquinas Offset não irã desaparecer dos parques gráficos.  “Hoje, a tecnologia digital é uma realidade. É uma revolução para o meio gráfico. Mas, a impressão Offset vai continuar, há uma complementação de serviços”, explica Josair Bastos, presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado da Bahia – SIGEB, que, em parceria com o Sebrae e o CIMATEC, promoveu o evento.

 De acordo com Marcus Correa, representante da Digraf – HP, a transformação imposta pela chegada de novas tecnologias vai além do investimento em novas impressoras. Ele explica que os novos modelos de negócios passam por customização de produtos, precificação e otimização produtiva. “Os métodos tradicionais de cálculo não servem mais, assim como a forma tradicional de fazer gestão”, explicou Correa.

Retro Fit – O encolhimento do mercado no Brasil entre 2015 e 2018 aliado à crise econômica puseram em cheque a sobrevivência de várias empresas do setor. Diante da demanda por soluções, o SENAI CIMATEC identificou a necessidade de melhorias em gestão nesta área e estruturou uma solução chamada Retro Fit do Parque Gráfico. Por meio da implantação de vários tipos de sensores, as máquinas Offset passam por um processo de atualização.

O objetivo é fazer com que estas indústrias em fase de transição disponham de ferramentas e recursos para a melhorar seu processo produtivo. “Embarcamos nesses equipamentos tradicionais dispositivos para coleta de dados e informações que vão ajudar os empresários a tomar decisões”, conta Sérgio Martins, gerente de Mercado do SENAI CIMATEC para a área de Economia Criativa (Gráfica, Vestuário e Calçados, Madeira e Mobiliário e Design).

Por meio desta “consultoria de atualização” será possível o dono do negócio saber tempo de hora/máquina parda, quantidade em estoque, nível de tinta, alerta de manutenção de peça, entre outras informações. O Retro Fit está em processo de validação pelo Sebrae Bahia. Assim que credenciado pela instituição, poderá ser contratado por empresários de uma forma acessível, por meio do Sebraetec. A previsão é que o programa inicie em fevereiro de 2020.