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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

FIEB promove oficina de negociação coletiva para os sindicatos industriais

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Atuação sindical no contexto pós Reforma Trabalhista foi uma das discussões trazidas por consultora do Programa de Desenvolvimento Associativo

 

Presidentes, membros das comissões de negociação e executivos de sindicatos filiados à FIEB participaram, nesta terça-feira (13.08), de uma oficina sobre negociação coletiva. A iniciativa na sede da Federação, fez parte do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), em parceria com a CNI.

 

A oficina foi conduzida pela advogada especialista em Relações Trabalhistas e Sindicais e consultora do PDA, Daniele Capobiango, que falou sobre o atual cenário e o processo de negociação nas relações do trabalho. Ela detalhou os componentes do processo de planejamento e de comunicação para as negociações coletivas e das novidades pós Reforma Trabalhista, bem como esclareceu dúvidas dos empresários. “O fato de valorizar o diálogo, numa relação mais próxima entre as partes, é de fundamental importância na atual conjuntura que vivemos”, lembrou Daniele. Para ela, os sindicatos devem pensar o processo de negociação coletiva, identificando oportunidades. “A negociação pode ser entendida como uma grande oportunidade para que as entidades sindicais demonstrem valor para a sua base de representação, como melhorias no ambiente de produtividade, além de uma maior aproximação com as empresas da base, que passam a ver valor no trabalho do sindicato, facilitando o trabalho de associação”, disse.

 

“Os sindicatos precisam fazer o trabalho para que sejam reconhecidos, como, de fato representantes do setor. Precisamos nos vender melhor. A defesa de interesses na área trabalhista é apenas uma dessas vertentes de sustentação dos sindicatos”, pontuou Juan Lorenzo, vice-presidente da FIEB e presidente do Saneantes da Bahia.

 

O presidente do Conselho de Relações Trabalhistas da FIEB, Homero Arandas, destacou a importância de as lideranças sindicais estarem atentas a esta discussão. “Estamos saindo de um sistema calcado em regulação e no Estado sendo tutor das relações sindicais. O processo de modernização trabalhista, vem, no seu eixo central, privilegiando a negociação direta, que é um processo mais maduro, produtivo e ágil, do que qualquer processo legislativo, já que as partes podem elaborar as normas que lhes convém”, afirmou. “É importante que os sindicatos ouçam as suas bases para atuar como um catalizador deste processo de conciliação”, completou Homero.