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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Queda na produção industrial da Bahia acompanha tendência nacional

A produção industrial da Bahia, de acordo com o levantamento mensal feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou redução de cerca de 10% entre fevereiro e março. O percentual, porém, apesar de negativo, segue a tendência nacional, na avaliação do diretor executivo da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Vladson Menezes. “Claro que não é um bom comportamento, indica estagnação, mas não é uma coisa assustadora”, afirmou.

Menezes pontua que, para se fazer uma avaliação do desempenho do setor industrial no estado, é preciso observar os indicativos da produção industrial por períodos mais longos, pois os dados variam muito de um mês para o outro. “A Bahia, no acumulado dos últimos 12 meses, caiu 0,3%, enquanto o Brasil caiu 0,1%, então o comportamento da Bahia foi similar ao brasileiro”, esclareceu.

Nos primeiros três meses do ano, a indústria baiana teve queda de 3,5%, enquanto o Brasil caiu 2%. Este resultado é mais relevante. Os seguimentos que mais contribuíram para esta desaceleração foram Celulose e Papel, Automotiva, Refino de Petróleo e Química, muito importantes para o setor produtivo baiano.

A falta de investimentos em alguns setores e a redução da expectativa de crescimento econômico contribuem negativamente para este cenário. “É preciso, no plano nacional, um avanço em algumas reformas, a principal delas é a da Previdência. Uma outra coisa é uma reforma tributária que possibilite uma maior racionalidade no pagamento de tributos. Uma terceira coisa é o avanço nas privatizações, o que pode representar novos investimentos e infraestrutura”, defendeu  Menezes.

Leia a nota da Gerência de Estudos Técnicos da FIEB e saiba quais segmentos que mais contribuíram (positivamente e negativamente) para a avaliação mensal da produção industrial.