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terça-feira, 11 de setembro de 2018

“Conhecer barreiras às exportações é 1° passo para superar entraves”, diz especialista

A orientação foi dada por Constanza Negri Biasutti, gerente de Política Comercial da CNI, que conduziu, nesta terça-feira (11), a apresentação sobre barreiras comerciais e aos investimentos durante RoadShow promovido pela Confederação Nacional da Indústria e a FIEB, por meio do seu Centro Internacional de Negócios (CIN) e seu Conselho de Comércio Exterior (Comex). O evento, 8° realizado no país, tem como objetivo capacitar empresas, sindicatos, associações setoriais, instituições e profissionais que operam no comércio internacional.

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No evento, o representante da Receita, Ricardo Machado, o presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIEB, Ângelo Calmon Júnior, e a  gerente de Política Comercial da CNI, Constanza Biasutti. FOTOS: Jefferson Peixoto/Coperphoto/Sistema FIEB. 

O setor produtivo do Brasil ainda perde, a cada ano, cerca de 14% de suas exportações em razão de barreiras técnicas e fitossanitárias. Em 2017, a perda ficou próxima de US$ 30,5 bilhões (cerca de R$ 113 bilhões), de acordo com estudo realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A especialista explicou que, de maneira ampla, as barreiras são técnicas e fitossanitárias, aplicadas por meio de tarifas, normas aduaneiras ou políticas, e afetam bens, serviços e investimentos brasileiros. “Sem conhecimento destes entraves, o empresário acaba internalizando o valor da barreira nos seus custos ou desistindo e partindo para outros mercados”, sinalizou Constanza.

Parte do conteúdo exposto está disponível num Manual que auxilia as empresas brasileiras, inclusive as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs). A publicação da CNI, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), pode ser acessada em http://www.portaldaindustria.com.br/publicacoes/2017/8/manual-de-barreiras-comerciais-e-aos-investimentos

OEA - Na ocasião, a Ford foi certificada pelo Programa de Operador Econômico Autorizado, uma parceria entre a Receita Federal e a iniciativa privada que visa reconhecer as empresas que cumprem as regras de segurança e de cumprimento da legislação tributária e aduaneira. Leia mais aqui

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Ricardo Machado e Magnólia Borges, representando a Ford, na entrega da certificação OEA.

A empresa é a primeira na Bahia a ser atestada pelo Programa, isso porque o grande volume de comércio exterior da Ford é registrado aqui no estado. “A certificação abre uma série de portas: redução da parametrização do Siscomex, que diminui a quantidade de importações verificadas, e o despacho em águas, com a carga ainda no navio”, afirmou o superintendente-adjunto da RFB na 5ª Região Fiscal, Ricardo Machado.

“A Ford entendeu que a certificação OEA representa relevantes benefícios para a redução de prazos, simplificação de normas, maior transparência e confiança de processos. O programa é uma Importante iniciativa para fortalecer as empresas importadoras e exportadoras e um passo fundamental para quem quer se tornar um player internacional”, disse a supervisora de Assuntos Corporativos da FordMagnólia Borges.