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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Ricardo Alban pede nova política industrial na presença de Temer

Posse na presidência da FIEB e do CIEB ocorreu juntamente com as comemorações pela passagem dos 70 anos da Federação e do SESI

 

O Brasil precisa de uma nova política industrial, que devolva o dinamismo ao setor no país, normalmente responsável pelos empregos mais qualificados e pelos avanços tecnológicos mais impactantes, afirmou o empresário Ricardo Alban, durante a cerimônia de sua posse na presidência da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e do Centro das Indústrias do Estado da Bahia (CIEB), ocorrida na noite de sexta-feira (06/04). Conforme observou, essa política deve ser capaz de levar a um novo equilíbrio federativo, dando às regiões Norte e Nordeste, as mais pobres, um tratamento diferenciado.

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Na solenidade, com a presença do presidente Michel Temer, Ricardo Alban observou que os industriais nordestinos não deveriam pagar a instituições como o BNB e a Sudene juros superiores aos cobrados pelo BNDES, por exemplo. “Temos que tratar regiões diferentes com políticas também diferentes, para conseguirmos diminuir os desequilíbrios!”, afirmou.

 

A política econômica deve incluir uma atenção maior à Embrapii (Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) para que ela seja para o setor industrial o que a Embrapa representa para o agronegócio. Alban destacou, também, a necessidade de se encontrar uma solução de mercado que permita a continuidade de funcionamento da Fafen, fábrica de fertilizantes do polo de Camaçari, bem como a aprovação da Rota 2030, novo regime automotivo brasileiro. Os dois pontos, destacou, interessam muito à economia baiana.

 

O presidente da CNI, Robson Andrade, destacou avanços obtidos durante o governo Temer, o principal deles a reforma das leis trabalhistas, que trouxe um sopro de modernidade ao Brasil. Mas mencionou a paralização das tratativas visando a aprovação da reforma previdenciária que, se estivesse em vigor, traria um reforço de caixa da ordem de R$ 3,3 bilhões ao governo para investimentos. “Criamos o Previdenciômetro, um instrumento para acompanhar o que o país perde sem a aprovação da reforma da Previdência”, afirmou Andrade.

 

ROTA 2030 SAI EM MAIO

Último a falar durante a solenidade, o presidente Michel Temer concordou com Ricardo Alban em sua defesa de um tratamento diferenciado para o Nordeste. “Os estados nordestinos merecem, de fato, uma atenção diferenciada, que traga mais equilíbrio aos estados da Federação”, afirmou o presidente. Ao destacar outro ponto de convergência com Alban, Temer anunciou que pretende concluir, em maio, o Rota 2030. “Aqui se mencionou a questão do Rota 2030. Nós estamos finalizando esse tema e, logo, creio que no começo do mês que vem, nós vamos completá-lo e aprová-lo de uma vez”, declarou o presidente.

O atraso na divulgação do novo regime se deve à falta de consenso entre os ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e da Fazenda sobre o aumento ou redução de impostos, bem como sobre a forma de fazer a renúncia fiscal, que deve ficar em torno de R$ 1,5 bilhão ao ano, mesmo montante do regime anterior, o Inovar Auto.

Autoridades provenientes de vários estados marcaram presença na posse das diretorias da FIEB e do CIEB, no SENAI Cimatec. Entre os quais o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge; o prefeito de Salvador, ACM Neto; e o vice-governador, João Leão, que representou o governador Rui Costa.

 

A posse nas duas entidades ocorreu juntamente com as comemorações dos 70 anos da FIEB e também do SESI. Uma exposição com momentos de destaque nos 70 anos da FIEB e do SESI foi um dos pontos altos do evento de posse, bem como um espaço especial que reproduziu a Varanda do SESI, local tradicional do Teatro Rio Vermelho.