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quinta-feira, 14 de maio de 2015

FIEB sedia conferência sobre Cidades e Clima





Salvador é uma das quatro cidades do Brasil que integram o C40 (Cities Climate Leadership), um grupo de grandes cidades mundiais empenhado em debater e combater a mudança climática. Com o compromisso assinado com a C40, de redução das emissões de gás carbono na capital baiana, a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Cidades Sustentáveis, com o  apoio do Conselho de Responsabilidade Social (Cores), da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), realizou, nesta quarta-feira, 13.5, na sede da Federação, o seminário Cidades e Climas, Estratégia de Adaptação e Resiliência.


Representante do C40 participou de evento na FIEB Foto: Marcelo Gandra/Coperphoto/Sistema FIEB



Para o coordenador do Cores, Marconi Andraos, a promoção de eventos dessa natureza mostra o compromisso e a responsabilidade da indústria para com o meio ambiente, bem como a preocupação com os efeitos de suas operações. “É nossa responsabilidade, enquanto indústria, atuar em prol da sustentabilidade do planeta, como também, é uma de nossas tarefas sensibilizar as empresas para que atuem de forma sustentável”, frisou.



O secretário André Fraga, que responde pela pasta Cidade Sustentável, na Prefeitura de Salvador, explicou que a iniciativa de trazer Watts foi uma oportunidade de conhecer o que as cidades mais inovadoras estão fazendo para se adaptar às mudanças climáticas. “Salvador é uma cidade muito vulnerável, com relevo acidentado e pessoas ocupando áreas ambientalmente sensíveis, então, precisamos ter estratégias de adaptação e resiliência”, justificou. Sobre a presença do convidado, ele observou que Mark Watts veio trazer este conhecimento. “É uma grande oportunidade de termos acesso a estas informações e conhecer as estratégias dessas cidades”, ressaltou. Sobre a parceria com o Cores, ele acrescentou que não dá para pensar uma estratégia de adaptação sem envolver o setor produtivo, que é parceiro da gestão pública para pensar o desenvolvimento.



O diretor-executivo da C40, Mark Watts, falou do papel da C40 e de como a entidade vem atuando no mundo. Ele destacou a importância de ter uma plateia composta por representantes do setor produtivo para apresentar as atividades do C40 e chamou a atenção para o papel das cidades para a melhoria das condições climáticas, considerando que os países não conseguiram chegar a um entendimento satisfatório neste sentido. Em sua palestra, ele trouxe exemplos bem sucedidos adotados por cidades do mundo, citando como exemplos brasileiros os de Curitiba, Bogotá e Paris. “Uma boa ideia viaja rapidamente, quando eles começam a publicar novidades em seus relatórios, muitas cidades começam a se interessar  e é importante disseminar isso”. Lembrou o diretor executivo da C40.



Dentro do compromisso firmado com a C40, as cidades participantes têm a responsabilidade de apresentar relatórios sobre as emissões de gás carbônico (CO2) e, juntas, devem cumprir  o desafio de diminuir em 1 gigatonelada (1 bilhão de toneladas) a emissão de gases que provocam o efeito estufa até 2020. No Brasil, além de Salvador, quatro capitais fazem parte do C40: São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.



Watts destacou ainda que o grande desafio para as cidades é a grande concentração populacional no seu entorno, um modelo que força as pessoas a se deslocarem mais de carro e que não é sustentável. Cidades mais compactas e com pessoas se deslocando em transporte coletivo seria o modelo ideal que deve ser atingido, lembrou Watts.